domingo, 20 de junho de 2010

Vida cotidiana

Do que falar? Criticar o que?
Estamos cansados, vemos pessoas tentando manter suas famílias com apenas a ajuda do “Bolsa família” sem nenhuma dignidade ou respeito, numa época em que muitos ganham milhões para entrar num estádio e jogar bola se tornando nossos heróis! Muitos gastam dezenas de milhares de reais para poder satisfazer um luxo. Que país é este, que sociedade é esta que criou e está criando pessoas completamente alienadas em busca de um só objetivo “A Felicidade”, será que isso existe ou é um jogo de marketing para manter a ordem.
A mídia controla o poder público, é ela quem faz a justiça, todos têm medo de ser julgado por ela, ridicularizado. Mostra uma realidade que não existe, mas que é o sonho de muitos, e acaba conseguindo manipular a grande massa. Estou cansado de ver as pessoas ganhando seu salário mínimo, esperando todos os anos com ansiedade pelo aumento deste ridículo salário (o dissídio).
Estou cansado de ver as pessoas discutindo sobre a novela das oito enquanto a milhões de pessoas morrendo de fome. Estou cansado de ver milhares de jovens sendo calados, e marginalizados pela mídia por apenas lutarem pelos seus direitos.
Cansei de ver violência nos grandes centros, mas parece que ninguém mais vê isto, podem ver uma pessoa sendo assaltada que continuam a caminhar rumo ao seu “subemprego” (acho que é esta a nova definição do que chamávamos de emprego).
E ainda dizem que o Índice desenvolvimento humano nunca subiu tanto. Para quem, para os grandes banqueiros, para os ministros, senadores, empresários.
E o ensino público? Eles dizem que está cada dia melhor! Será mesmo? Eu estudei durante 11 anos e não tenho a capacidade de passar em uma “Faculdade Federal”, foi jogado fora todo estes anos? Agora tenho que perder mais alguns anos da minha vida, pagando para aprender uma coisa que a sociedade diz que aprendi, para tentar conseguir o mínimo de dignidade.


Por: Bruno Gomes

sábado, 19 de junho de 2010

A Triste Verdade

Eu não gosto de ficar copiando e colando coisas de outros lugares, mas neste caso eu não vi outro jeito. Aí vai um cartoon para nós pensarmos..
(Do blog horasaveludadas.blogspot.com )


Quino, Autor da “Mafalda”, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, desenha estes sugestivos cartoons:



Não sei se é para rir ou chorar, mas me parece que estamos caminhando, a largos passos, pra isso... Ou alguém ainda tem alguma dúvida?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu hoje José Saramago

Finalmente, escrevo para o Mentes Funcionando. Mas não escrevo porque me sinto feliz. O que me leva a escrever é um motivo de grande tristeza para mim e, creio, para muitos outros. No dia de hoje pela manhã, morreu José Saramago. Escritor português, ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1998, ateu e comunista, Saramago deixou ao mundo uma obra de mais de 40 títulos, dos quais os mais conhecidos são "Ensaio sobre a Cegueira" e o polêmico "Evangelho segundo Jesus Cristo", no qual faz duras críticas à Igreja Católica e que lhe custou uma censura por parte do governo português que, pressionado pela Igreja, proibiu a publicação do livro em Portugal. Em protesto à atitude do governo português se exila na ilha de Lanzarote, na Espanha, onde viveu até hoje.
Antes de morrer publicou mais um livro polêmico, "Caim", e lançou uma reedição especial do livro "A Jangada de Pedra", onde o valor arrecadado seria integralmente destinado às vítimas do terremoto no Haiti.
A língua portuguesa perde um grande escritor.
O mundo, um grande homem.
Viva Saramago!




José de Sousa Saramago (1922-2010)

domingo, 30 de maio de 2010

Razões do Sentimento

Que título mais contraditório,se é razão,não pode ter sentimento,ou você expressa emoção,ou você tem o pé no chão.
Agora digo: Não.
Bom,que esse mundo está repleto de contradições, isso não dá pra negar,mas que nós humanos somos inconstantes,é INCONTESTÁVEL!
Sabe o que acontece? Nosso cérebro é simplesmente incrível (tá, agora me conte uma novidade), geralmente tenho umas sensações esquisitas,onde quero apenas colocar um som de Pink Floyd bem baixinho, e ficar quietinha, no meu cantinho pensando.
Tá vendo? Quando as pessoas estão deprê tudo fica no diminutivo,mas TUDO mesmo, até o que você sente, fica pequeno, se eu estivesse em uma partida de xadrez diria que a peça principal estava ameaçada, recuando, e que aos poucos as coisas em sua volta vão crescendo, e você ali, parado, sem ação... É quando de repente a próxima música da minha lista de reprodução vem com um som mais alto, e eu só escuto o refrão “viver,e não ter a vergonha de ser feliz ♪”, resolvo então aumentar a minha caixinha de som, aquilo que era quase uma lágrima resolve virar um sorriso metálico,com aquele aparelho chato que aperta a minha boca com borrachinha cor de rosa...
Aí é a parte que você pára pra pensar, muitos dizem que chorar faz bem, eu não sei quem foi que falou isso, mas tem a plena razão, pois sei que depois daquele mar se tristezas virá algo bom, não não, bom não, algo MUITO bom...
Agora entendo como a razão e a emoção podem estar tão ligadas,você tem uma causa maior para os seus problemas ou soluções, a conseqüência é tudo aquilo que você sente, às vezes uma angústia alguma coisa apertando a sua garganta,uma dor,ou pra melhorar toda essa situação, aquele Olodum no peito esquerdo, é o coração batendo forte, são as bochechas avermelhadas, preenchidas formando as covinhas do seu novo sorriso...
Aí eu vejo, como é incrível sentir tudo ao mesmo tempo, é até engraçado, porque o melhor de tudo, é ter o meu valor, e o sabor de ser eu mesma!

“Não dê aos que te odeiam o prazer de te ver triste.
Mas aos que te amam,o prazer de te ver feliz! “


Por:Érica Casto

domingo, 25 de abril de 2010

Há cidadãos nesse país?

Estamos sendo educados exatamente da maneira que nossos caros políticos desejam, uma sociedade cega, cidadãos alienados, sem voz nem vez, que não agem, não reagem, apenas omitem seus direitos!
Acomodamos-nos a corrupções, impunidades, imoralidades, a falta de ética, achamos cômico dinheiros guardados em cuecas e meias, é bem mais fácil assistir a tudo isso sentados no sofá da sala como se fosse a um filme de comédia “barata”, afinal indignar-se dá trabalho é bem mais cômodo fechar os olhos e calar diante dos fatos, diante dessa falta de respeito e vergonha que se encontra ao nosso redor.
Será que ninguém percebe? Pode não parecer, mas “nós somos o futuro da nação”, e para ser sincera não estou muito motivada a participar desse futuro, com o presente que vejo que é uma representação clara do que nos espera, é preciso abrir os olhos, descruzar os braços enquanto ainda podemos (e nós PODEMOS), por que senão estaremos cada vez mais à beira desse abismo!
Não somos apenas responsáveis pelas nossas atitudes, mas pela falta delas também!


Por: Karla Iana

Padrões X Felicidade

Não quero ser mais um entre milhões de estereótipos, eu pelo menos, preciso ir além! Quero pertencer a esse mundo sem participar dessa ignorância que busca os mesmos rostos, rótulos, formas e fórmulas que prometem a tão almejada felicidade!
Será que ser feliz é ter que se entupir de remédios e poções milagrosas, dieta da lua, silicone aqui e ali, tudo para ter o bumbum perfeito dessa, a barriguinha lisinha daquela? E se não conseguirmos chegar a isso seremos condenadas a infelicidade eterna?
Não se iludam isso não traz felicidade, pode até satisfazer o ego, mas não o podemos confundir com ser feliz! Acredito que ser feliz é bem mais que isso, e quem nos garantem que essas “gostosas” são felizes?!(talvez até sejam, graças ao photoshop, mas não estão imunes a celulites e gordurinhas indesejadas).
Felicidade pra mim é poder comer chocolate sem medo e sem culpa, é está ao lado de pessoas que gostam de mim pelo que sou de verdade, é comer alface por que adoro verde e não por está fazendo dieta, é ter sensibilidade para perceber a beleza das pequenas coisas e saber encontrar a felicidade nelas, é ser capaz de enxergar além e conseguir ver aquilo que é invisível aos olhos: o essencial!
Felicidade pra mim é não ter que pertencer aos padrões de beleza, é não ser escrava dos programas de estética, até por que isso é chato e totalmente dispensável!
Felicidade pra mim é poder ser o que sou, do jeito que sou e da minha maneira, usar a calça jeans que me deixa bem, seja ela manequim 44 ou 36, sem me preocupar se isso faz parte desses tais padrões que inventaram, só para nos transformarem em mulheres invejosas, mal amadas e “doentes”!
Portanto, vamos parar de procurar essa questionável perfeição e essa “felicidade” padronizada, isso simplesmente não vele a pena, é hora de aprender a viver e nos amar do jeitinho que somos!

Enfim, que se danem os padrões!


Por: Karla Iana

sábado, 24 de abril de 2010

Gente Importante

21 de abril, feriado, Tiradentes.
A data ao certo o povo só deve recordar em sua grande maioria por conta do segundo fator, o feriado. E o mais importante, a causa que é a terceira parte, quase ninguém sabe ao certo quem foi, ou pior ainda, nem sequer se importa em saber quem foi. Pois, é bom que se saiba que por conta de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, a inconfidência mineira teve grande ajuda e que seu objetivo era a libertação do sistema de colônias e exploração. Morto por enforcamento, no ano de 1792, hoje o conhecemos vulgarmente por conta de um mero feriado.
Parece irrelevante e desrespeitosa a maneira como se lembra de alguém que deu a vida por um ideal, porém, o que não se percebe também é que todos os dias milhares de brasileiros perdem suas vidas aos poucos sendo os novos heróis de uma sociedade desigual. Sejam as Marias que criam com a dignidade e honra seus 4 filhos com 2 salários mínimos. Ou que reconhessam-se os Josés, que levantam as 04h00 da manhã, pegam o ônibus lotado onde ficam de pé, esmagados, por um percurso de 02 horas, para ganhar 2 salários mínimos de um patrão capitalista, que por sinal a cada dia fica mais rico, enquanto seus funcionários, mais infelizes e medíocres.
A vida de pessoas que no seu dia-a-dia enfrentam a dor da batalha contra a fome, não é lembrada nem com um feriado ou com uma uma hora especial. Essas pessoas que hoje vivem em desespero e depressão são a maior parte da população. E para elas não haverá um dia especial. Porque elas deverão morrer sem serem lembradas como guerreiras. Elas seram apenas vistas como estatísticas para as balas perdidas ou o número de vítimas em assaltos.
Brasil escuta minha voz!

Bruna Safili Roschel – São Paulo, 22 de abril de 2010.