O senhor de terno na televisão
Me mostra um mundo de felicidade
Que mexe com meu coração.
Com fala mansa diz palavras bonitas
Que mais parecem uma canção.
Ele oferece casa, saúde, segurança
Alimento, vários bandidos no camburão.
Enérgico, de postura valente,
Diz que vai salvar nossa nação.
De manhã, no horário político
É um perfeito exemplo de cidadão.
À noite, no seu majestoso castelo
Conta os ganhos de sua profissão.
É um senhor experiente, esperto,
Mestre na arte da enganação.
Pra acabar com essa tristeza,
Esse encosto, essa maldição,
É necessário um estopim, um movimento,
Desde cedo uma grande revolução,
Pois esse homem que se diz ético,
Esse cara simpático, um amigão,
Nunca se importou com pobre,
Só com baile de gala na mansão.
Há muito tempo, usa o sapato de couro
Pra pisotear a nossa mão.
Esse homem tão culto, tão rico
É na verdade um pilantra, um ladrão
Que nos apresenta um mundo de luz
Mas sempre nos rouba na escuridão.
Por: Elvio Fernandes
Este blog é dedicado a pessoas que querem mostrar suas ideias por meio de textos, não importa o tipo ou o assunto, se você tem algo que fez e que gostou mande para nós e postaremos no blog , e-mail é mentesfuncionando@yahoo.com.br
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Estado terminal
Quarenta e cinco anos, trabalhadora.
Apenas dez deles como criança.
Trinta e cinco de batalhadora,
Alegria? Só existiu na lembrança.
Como muitos nasceu pobre
E como pobre sempre viveu.
Dependente do estado nobre,
Como pobre também morreu:
Tinha um filho pra criar.
O marido se foi, nunca voltou.
Desde cedo aprendeu a lutar
E de punhos cerrados, sempre lutou.
A dor veio cedo, inexplicável.
Por um exame, meses de espera.
Cinco meses de dor insuportável,
O corpo portando uma fera.
Enfim o diagnóstico e a tristeza.
Câncer. Agora só resta morrer.
Não restavam dúvidas, era certeza.
“Não há nada que possamos fazer.”
Quarenta e cinco anos, trabalhadora.
Apenas dez deles como criança,
Trinta e cinco de batalhadora.
Alegria? Só existiu na lembrança.
Como muitos nasceu pobre,
E como pobre sempre viveu.
Dependente do Estado nobre
Como pobre também morreu.
O menino teve de seguir a vida.
Aos dez começou a trabalhar.
Carregou sempre uma ferida,
Uma ferida que nunca irá sarar.
Viveu triste, mas batalhador.
Como a mãe, também sofreu,
Mas nunca mostrou sua dor.
Foi forte, e mesmo forte viveu
Em estado terminal, sem salvação,
Uma vida difícil, sem calma,
Pois contraiu ódio no coração
E um tumor maligno na alma.
Por: Elvio Fernandes
Apenas dez deles como criança.
Trinta e cinco de batalhadora,
Alegria? Só existiu na lembrança.
Como muitos nasceu pobre
E como pobre sempre viveu.
Dependente do estado nobre,
Como pobre também morreu:
Tinha um filho pra criar.
O marido se foi, nunca voltou.
Desde cedo aprendeu a lutar
E de punhos cerrados, sempre lutou.
A dor veio cedo, inexplicável.
Por um exame, meses de espera.
Cinco meses de dor insuportável,
O corpo portando uma fera.
Enfim o diagnóstico e a tristeza.
Câncer. Agora só resta morrer.
Não restavam dúvidas, era certeza.
“Não há nada que possamos fazer.”
Quarenta e cinco anos, trabalhadora.
Apenas dez deles como criança,
Trinta e cinco de batalhadora.
Alegria? Só existiu na lembrança.
Como muitos nasceu pobre,
E como pobre sempre viveu.
Dependente do Estado nobre
Como pobre também morreu.
O menino teve de seguir a vida.
Aos dez começou a trabalhar.
Carregou sempre uma ferida,
Uma ferida que nunca irá sarar.
Viveu triste, mas batalhador.
Como a mãe, também sofreu,
Mas nunca mostrou sua dor.
Foi forte, e mesmo forte viveu
Em estado terminal, sem salvação,
Uma vida difícil, sem calma,
Pois contraiu ódio no coração
E um tumor maligno na alma.
Por: Elvio Fernandes
domingo, 25 de julho de 2010
Cultura contemporânea
Não entendo certas coisas, outro dia estava eu em casa assistindo televisão e começou a passar um clipe de uma música e sua tradução do grande poeta 50 cent chamada “Baby By Me” que em português quer dizer, “Um filho meu”. Tudo bem, nome sugestivo, deve ser uma música romântica, só que tive uma surpresa. O refrão da musica diz assim:
- Tenha um bebê meu... Amor! Seja uma milionária
- Tenha um bebê meu... Amor! Seja uma milionária
- Tenha um bebê... Amor! Seja uma milionária
- Seja uma milionária, seja uma milionária, seja uma milionária
Pois é, acho que ele realmente não é o poeta que eu conheci a tempos atrás. Qual é o sentido disso?!
Vamos imaginar a cena... 50 cent um cara muito milionário, que tem várias mulheres, várias armas, vários carros, entre outros pára um dia de sua vida e pensa:
- Quero fazer uma caridade...
Qual seria essa?
-Vou deixar uma mulher milionária. Mas não tem muita graça se eu vir do nada e der dinheiro a ela. Já sei, farei um filho e pagarei pensão.
Olha não sei como funciona nos EUA mas aqui no Brasil pensão é caro...
Ou podemos partir para o pensamento de que 50 cent se apaixonou e quer dar do bom e do melhor para a mulher amada.
Bom, eu realmente vou considerar essa proposta, mas não sei se é a cara deste poeta realizar tal feita.
Por isso que eu defendo a emancipação da mulher, elas não precisam de nós para viver, (ta bom que muitas se apóiam ainda, no seu namorado, marido, amante, etc. para tudo) mas são mais inteligentes (ou deveriam ser) que os homens.
Eu ainda não cheguei ao ponto de andar na rua e ver uma mulher olhando a bunda de um homem; mas todos os homens olham para as bundas de mulheres (eu falei todos sem exceção, pelo menos os heterossexuais).
No dia que essa condição mudar eu vou começar a mudar minha opinião sobre a inteligência do sexo feminino.
Agora vou falar de um caso especial de emancipação errônea da mulher.
No Brasil há um grupo de funk muito conhecido nas camadas mais pobres da sociedade, inteiramente voltado para a liberdade de expressão da mulher. Gaiola das Popozudas. Vamos a um trecho que representa bem o conceito e liberdade da mulher para o grupo
- Só me dava porrada!!!
-E partia pra farra!!!
-Eu ficava sozinha,esperando você
-Eu gritava e chorava que nem uma maluca...
-Valeu muito obrigado mas agora virei PUTA!!!
Como o nome sugere o grupo é integrado por mulheres que teoricamente estão em uma gaiola e elas têm um popozão; o leitor já percebe de cara que o nome é muito criativo. Mas vamos ao trecho citado.
A história é de uma mulher que sofre na mão do marido, apanhando e sofrendo loucamente por esse homem. Só que um dia ela se cansa de tanto sofrimento e decide mudar de vida, conseguir uma profissão, e qual é a escolha dela? A profissão mais antiga do mundo, PROSTITUTA.
Analisando friamente o que ocorreu na mente da pessoa.
- Vou ser independente dos homens, vou viver minha vida e ganhar meu pão de cada dia.
Eu acho que se você quer realmente se ver livre da dependência de homens, não é uma boa você começar com prostituição não, lésbicas não contratam muito esse tipo de prestação de serviço, pelo menos que eu saiba. E as histórias que se vê no Superpop de mulheres da vida mostram que tal emprego também não lá essas coisas de segurança.
Acreditava muito no potencial humano, até que pessoas e ideais como essas, tornaram-se exemplos na sociedade.
Que Deus nos salve.
Por: Ruy Ricardo
- Tenha um bebê meu... Amor! Seja uma milionária
- Tenha um bebê meu... Amor! Seja uma milionária
- Tenha um bebê... Amor! Seja uma milionária
- Seja uma milionária, seja uma milionária, seja uma milionária
Pois é, acho que ele realmente não é o poeta que eu conheci a tempos atrás. Qual é o sentido disso?!
Vamos imaginar a cena... 50 cent um cara muito milionário, que tem várias mulheres, várias armas, vários carros, entre outros pára um dia de sua vida e pensa:
- Quero fazer uma caridade...
Qual seria essa?
-Vou deixar uma mulher milionária. Mas não tem muita graça se eu vir do nada e der dinheiro a ela. Já sei, farei um filho e pagarei pensão.
Olha não sei como funciona nos EUA mas aqui no Brasil pensão é caro...
Ou podemos partir para o pensamento de que 50 cent se apaixonou e quer dar do bom e do melhor para a mulher amada.
Bom, eu realmente vou considerar essa proposta, mas não sei se é a cara deste poeta realizar tal feita.
Por isso que eu defendo a emancipação da mulher, elas não precisam de nós para viver, (ta bom que muitas se apóiam ainda, no seu namorado, marido, amante, etc. para tudo) mas são mais inteligentes (ou deveriam ser) que os homens.
Eu ainda não cheguei ao ponto de andar na rua e ver uma mulher olhando a bunda de um homem; mas todos os homens olham para as bundas de mulheres (eu falei todos sem exceção, pelo menos os heterossexuais).
No dia que essa condição mudar eu vou começar a mudar minha opinião sobre a inteligência do sexo feminino.
Agora vou falar de um caso especial de emancipação errônea da mulher.
No Brasil há um grupo de funk muito conhecido nas camadas mais pobres da sociedade, inteiramente voltado para a liberdade de expressão da mulher. Gaiola das Popozudas. Vamos a um trecho que representa bem o conceito e liberdade da mulher para o grupo
- Só me dava porrada!!!
-E partia pra farra!!!
-Eu ficava sozinha,esperando você
-Eu gritava e chorava que nem uma maluca...
-Valeu muito obrigado mas agora virei PUTA!!!
Como o nome sugere o grupo é integrado por mulheres que teoricamente estão em uma gaiola e elas têm um popozão; o leitor já percebe de cara que o nome é muito criativo. Mas vamos ao trecho citado.
A história é de uma mulher que sofre na mão do marido, apanhando e sofrendo loucamente por esse homem. Só que um dia ela se cansa de tanto sofrimento e decide mudar de vida, conseguir uma profissão, e qual é a escolha dela? A profissão mais antiga do mundo, PROSTITUTA.
Analisando friamente o que ocorreu na mente da pessoa.
- Vou ser independente dos homens, vou viver minha vida e ganhar meu pão de cada dia.
Eu acho que se você quer realmente se ver livre da dependência de homens, não é uma boa você começar com prostituição não, lésbicas não contratam muito esse tipo de prestação de serviço, pelo menos que eu saiba. E as histórias que se vê no Superpop de mulheres da vida mostram que tal emprego também não lá essas coisas de segurança.
Acreditava muito no potencial humano, até que pessoas e ideais como essas, tornaram-se exemplos na sociedade.
Que Deus nos salve.
Por: Ruy Ricardo
sábado, 17 de julho de 2010
Padrões
Mulher: Bunda e seios
Homem: “Bombado”
Beleza: Ariana
Negro: Sem alma
Branco: Abençoado
Religião: Católica
Deus: Nossa salvação
Potência: Estados Unidos
Ídolo: Bill Gates
Felicidade: Dinheiro
Notoriedade: Fama
Mendigo: Marginal
Menino de rua: Nasceu para isso
Opressor: Ladrão
Oprimido: Empresário
Emprego: Dignidade
Cultura: Européia
Livro: Objeto dispensável
Televisão: Globo
Entretenimento: Twiter
Diálogo: MSN
Música: Reestart
População: Feliz
Homossexualidade: Coisa do Demônio
Sexo: Ótimo, não importa com quem seja
Amor: Caretice
Filho: Apenas uma conseqüência
Drogas: Coisa de vagabundo
Favela: Amontoado de gente que não tem educação
Governante: Corrupto
Eleição: Democracia
Sistema: Capitalista
Ditadura: Socialismo
Liberdade de expressão: Direito assegurado
Política: Coisa chata
Direitos humanos: “Balela”
Brasil: Carnaval
Paixão: Futebol
Padrões: Apenas uma forma de controlar nós todos
Por: Ruy Ricardo
Homem: “Bombado”
Beleza: Ariana
Negro: Sem alma
Branco: Abençoado
Religião: Católica
Deus: Nossa salvação
Potência: Estados Unidos
Ídolo: Bill Gates
Felicidade: Dinheiro
Notoriedade: Fama
Mendigo: Marginal
Menino de rua: Nasceu para isso
Opressor: Ladrão
Oprimido: Empresário
Emprego: Dignidade
Cultura: Européia
Livro: Objeto dispensável
Televisão: Globo
Entretenimento: Twiter
Diálogo: MSN
Música: Reestart
População: Feliz
Homossexualidade: Coisa do Demônio
Sexo: Ótimo, não importa com quem seja
Amor: Caretice
Filho: Apenas uma conseqüência
Drogas: Coisa de vagabundo
Favela: Amontoado de gente que não tem educação
Governante: Corrupto
Eleição: Democracia
Sistema: Capitalista
Ditadura: Socialismo
Liberdade de expressão: Direito assegurado
Política: Coisa chata
Direitos humanos: “Balela”
Brasil: Carnaval
Paixão: Futebol
Padrões: Apenas uma forma de controlar nós todos
Por: Ruy Ricardo
domingo, 20 de junho de 2010
Vida cotidiana
Do que falar? Criticar o que?
Estamos cansados, vemos pessoas tentando manter suas famílias com apenas a ajuda do “Bolsa família” sem nenhuma dignidade ou respeito, numa época em que muitos ganham milhões para entrar num estádio e jogar bola se tornando nossos heróis! Muitos gastam dezenas de milhares de reais para poder satisfazer um luxo. Que país é este, que sociedade é esta que criou e está criando pessoas completamente alienadas em busca de um só objetivo “A Felicidade”, será que isso existe ou é um jogo de marketing para manter a ordem.
A mídia controla o poder público, é ela quem faz a justiça, todos têm medo de ser julgado por ela, ridicularizado. Mostra uma realidade que não existe, mas que é o sonho de muitos, e acaba conseguindo manipular a grande massa. Estou cansado de ver as pessoas ganhando seu salário mínimo, esperando todos os anos com ansiedade pelo aumento deste ridículo salário (o dissídio).
Estou cansado de ver as pessoas discutindo sobre a novela das oito enquanto a milhões de pessoas morrendo de fome. Estou cansado de ver milhares de jovens sendo calados, e marginalizados pela mídia por apenas lutarem pelos seus direitos.
Cansei de ver violência nos grandes centros, mas parece que ninguém mais vê isto, podem ver uma pessoa sendo assaltada que continuam a caminhar rumo ao seu “subemprego” (acho que é esta a nova definição do que chamávamos de emprego).
E ainda dizem que o Índice desenvolvimento humano nunca subiu tanto. Para quem, para os grandes banqueiros, para os ministros, senadores, empresários.
E o ensino público? Eles dizem que está cada dia melhor! Será mesmo? Eu estudei durante 11 anos e não tenho a capacidade de passar em uma “Faculdade Federal”, foi jogado fora todo estes anos? Agora tenho que perder mais alguns anos da minha vida, pagando para aprender uma coisa que a sociedade diz que aprendi, para tentar conseguir o mínimo de dignidade.
Por: Bruno Gomes
Estamos cansados, vemos pessoas tentando manter suas famílias com apenas a ajuda do “Bolsa família” sem nenhuma dignidade ou respeito, numa época em que muitos ganham milhões para entrar num estádio e jogar bola se tornando nossos heróis! Muitos gastam dezenas de milhares de reais para poder satisfazer um luxo. Que país é este, que sociedade é esta que criou e está criando pessoas completamente alienadas em busca de um só objetivo “A Felicidade”, será que isso existe ou é um jogo de marketing para manter a ordem.
A mídia controla o poder público, é ela quem faz a justiça, todos têm medo de ser julgado por ela, ridicularizado. Mostra uma realidade que não existe, mas que é o sonho de muitos, e acaba conseguindo manipular a grande massa. Estou cansado de ver as pessoas ganhando seu salário mínimo, esperando todos os anos com ansiedade pelo aumento deste ridículo salário (o dissídio).
Estou cansado de ver as pessoas discutindo sobre a novela das oito enquanto a milhões de pessoas morrendo de fome. Estou cansado de ver milhares de jovens sendo calados, e marginalizados pela mídia por apenas lutarem pelos seus direitos.
Cansei de ver violência nos grandes centros, mas parece que ninguém mais vê isto, podem ver uma pessoa sendo assaltada que continuam a caminhar rumo ao seu “subemprego” (acho que é esta a nova definição do que chamávamos de emprego).
E ainda dizem que o Índice desenvolvimento humano nunca subiu tanto. Para quem, para os grandes banqueiros, para os ministros, senadores, empresários.
E o ensino público? Eles dizem que está cada dia melhor! Será mesmo? Eu estudei durante 11 anos e não tenho a capacidade de passar em uma “Faculdade Federal”, foi jogado fora todo estes anos? Agora tenho que perder mais alguns anos da minha vida, pagando para aprender uma coisa que a sociedade diz que aprendi, para tentar conseguir o mínimo de dignidade.
Por: Bruno Gomes
sábado, 19 de junho de 2010
A Triste Verdade
Eu não gosto de ficar copiando e colando coisas de outros lugares, mas neste caso eu não vi outro jeito. Aí vai um cartoon para nós pensarmos..
(Do blog horasaveludadas.blogspot.com )
Quino, Autor da “Mafalda”, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, desenha estes sugestivos cartoons:



Não sei se é para rir ou chorar, mas me parece que estamos caminhando, a largos passos, pra isso... Ou alguém ainda tem alguma dúvida?
(Do blog horasaveludadas.blogspot.com )
Quino, Autor da “Mafalda”, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, desenha estes sugestivos cartoons:



Não sei se é para rir ou chorar, mas me parece que estamos caminhando, a largos passos, pra isso... Ou alguém ainda tem alguma dúvida?
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Morreu hoje José Saramago
Finalmente, escrevo para o Mentes Funcionando. Mas não escrevo porque me sinto feliz. O que me leva a escrever é um motivo de grande tristeza para mim e, creio, para muitos outros. No dia de hoje pela manhã, morreu José Saramago. Escritor português, ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1998, ateu e comunista, Saramago deixou ao mundo uma obra de mais de 40 títulos, dos quais os mais conhecidos são "Ensaio sobre a Cegueira" e o polêmico "Evangelho segundo Jesus Cristo", no qual faz duras críticas à Igreja Católica e que lhe custou uma censura por parte do governo português que, pressionado pela Igreja, proibiu a publicação do livro em Portugal. Em protesto à atitude do governo português se exila na ilha de Lanzarote, na Espanha, onde viveu até hoje.
Antes de morrer publicou mais um livro polêmico, "Caim", e lançou uma reedição especial do livro "A Jangada de Pedra", onde o valor arrecadado seria integralmente destinado às vítimas do terremoto no Haiti.
Antes de morrer publicou mais um livro polêmico, "Caim", e lançou uma reedição especial do livro "A Jangada de Pedra", onde o valor arrecadado seria integralmente destinado às vítimas do terremoto no Haiti.
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